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OS IMORTAIS: Realismo Mágico da Literatura Brasileira Welington Almeida Pinto

OS IMORTAIS: Realismo Mágico da Literatura Brasileira

Welington Almeida Pinto

Published
ISBN :
Kindle Edition
21 pages
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 About the Book 

Realismo Mágico da Literatura BrasileiraConto de Welington Almeida Pinto, produzido numa linguagem para o seu aparelho de mídia virtual com apuro técnico, dicção própria e atenção ao discurso. A narrativa se desenvolve numa conversa entre um jovemMoreRealismo Mágico da Literatura BrasileiraConto de Welington Almeida Pinto, produzido numa linguagem para o seu aparelho de mídia virtual com apuro técnico, dicção própria e atenção ao discurso. A narrativa se desenvolve numa conversa entre um jovem Jornalista e a esposa de um dos seus melhores amigos, Professora de Literatura do ensino médio, que discutiam numa noite de dezembro de 1968, a importância dos grandes escritores da literatura universal, sem deixar de avaliar a importância de Machado de Assis, Guimaraes Rosa e Fernando Sabino para a literatura brasileira.A mola mestra do enredo, baseada no olhar original e erudito do autor sobre temas que marcaram os anos 60, gira em torno da crise vivida por um casal, descrente com o casamento. História curta, enxuta, que mescla realidade e ficção com a qual, quem lê, possa se identificar e transformá-la em um fabuloso palco de reflexões. Mexe com a emoção do leitor, principalmente, quando atento às palavras que revelam as intenções veladas dos personagens.Todo bom texto provoca alterações no corpo e na cabeça de quem lê, principalmente, quando agrega dentro das palavras sabores inusitados. Dá vontade de ler? Então leia.Trecho. O ensaio começa assim:Mathieu, depois de espetar uma azeitona, pergunta:- Quem mais gosta de ler, Suzana?- Hummm..., são tantos! Posso afirmar que Fernando Pessoa me faz muito bem, incorpora. Faz-me refletir, viver melhor comigo mesma. É o silêncio que preciso para respirar.- Legal!- Como é um autor atento à complexidade da condição humana, não há quem ele não acerte o espírito pela simplicidade, aparentemente, fácil de seus poemas. Concorda?- De fato.- Por isso mesmo que consegue manter diálogo com nosso emocional o tempo todo. Tudo como se cada verso fosse um organismo vivo, oferecendo ao leitor lentes diferentes para ver o mundo de forma mais suave e doce. Adoro ler Fernando.- Incrível, ‘né?- Como são incríveis os seus heterônimos. Cada um com identidade física e características psicológicas próprias. Cada um com sua biografia e estilo próprio, trabalhando a seu jeito, os substantivos, os adjetivos e os verbos como ninguém até hoje conseguiu.- Genial! Genial! – aplaude o rapaz.- De um crítico português, certa vez, li que os versos de Fernando constituem numa solitária multidão de uma só pessoa, dando corpo ao seu extraordinário teatro de ‘eus’ com sua criação pomposa e elegante de autores personagens. Não tem igual.- Por aí.- São tantos heterônimos, que vez ou outra, eu compro um lançamento de trabalhos inéditos de Fernando. Isso quer dizer que, mesmo morto em 1935, continua publicando livros até hoje e, pelo que vejo, continuará por muito tempo ainda em plena atividade literária. Se bem me lembro, são eles 72. O primeiro criado foi Pancrácio, contista e chargista da publicação A Palavra, passando por Pantaleão, poeta e prosador e, no final da lista, Vadooisf, poeta revelado em comunicação mediúnica.- Sem dúvida, Fernando Pessoa é o mais universal dos poetas portugueses.A mulher enternecida, conclui:- A poesia é um êxtase que não se esgota, sopra onde quer.